Implantação de Cluster NGFW Fortinet e Modernização da Segurança de Rede.
About
Fundado em São Paulo, o Banco Luso Brasileiro S/A é uma instituição financeira consolidada no mercado nacional, com forte presença em serviços bancários para pessoas físicas e jurídicas. Sua operação exige alta disponibilidade, conformidade com normas do Banco Central e proteção contra ameaças cibernéticas cada vez mais sofisticadas fatores críticos em um setor altamente regulado e competitivo.
Challenge
Antes do projeto, o Banco Luso enfrentava três grandes dores estratégicas e técnicas:
- Infraestrutura legada e limitada: equipamentos antigos de segurança não suportavam o crescimento do tráfego de rede, novas aplicações bancárias e integrações digitais.
- Exposição a riscos cibernéticos e falhas operacionais: ausência de recursos avançados de IPS/IDS, controles de aplicações e web filtering dificultava a resposta a ameaças modernas e compliance com normas do Banco Central.
- Janelas de indisponibilidade e baixa eficiência operacional: migrações e manutenções eram lentas e impactavam diretamente o atendimento aos clientes e o processamento de transações críticas.
Além disso, havia a necessidade de garantir governança e visibilidade unificada da segurança de rede, reduzir riscos de downtime e assegurar que a infraestrutura suportasse a expansão de canais digitais, internet banking e operações de alta volumetria
Architecture and Technical Execution
O projeto foi estruturado em um ciclo de 03 meses, com metodologia ágil baseada em Kanban, permitindo ajustes contínuos e colaboração direta com a equipe de TI do Banco. A estratégia contemplou desde a análise do ambiente existente até a operação assistida pós-implantação, dividida nas seguintes etapas:
- Assessment e Diagnóstico Inicial
- Levantamento da topologia atual de rede, fluxos críticos e dependências entre sistemas bancários e canais digitais.
- Auditoria de regras de segurança existentes e análise de vulnerabilidades.
- Mapeamento de integrações externas (parceiros, gateways de pagamento, sistemas internos) e requisitos regulatórios do Banco Central.
- Desenho da Arquitetura de Segurança
- Criação de uma nova topologia em camadas segmentadas (core, distribuição e borda), permitindo controle granular de tráfego e isolamento de zonas sensíveis.
- Definição de políticas de segurança baseadas em Zero Trust, segmentação por identidade e contexto, e microsegmentação entre serviços internos.
- Planejamento de redundância com alta disponibilidade ativa-ativa, failover automático e balanceamento de carga para manter operações 24×7.
- Implantação Física e Lógica da Solução
- Implementação do cluster NGFW de última geração, com integração nativa a serviços de inteligência contra ameaças e atualizações em tempo real.
- Configuração avançada de camadas Layer 2 e Layer 3, com roteamento dinâmico, segmentação VLAN, NAT e serviços de balanceamento WAN.
- Criação de políticas de segurança baseadas em aplicações, categorias e comportamento, com inspeção profunda de pacotes (DPI) e controle granular de acesso.
- Camadas de Segurança e Proteção Aplicadas
- IPS/IDS avançado com assinatura dinâmica e detecção comportamental.
- Web Filtering e Application Control para inspeção de tráfego em tempo real.
- VPN IPsec/SSL com autenticação multifator e criptografia de ponta a ponta.
- Proxy seguro com inspeção TLS e política de acesso por identidade.
- EDR integrado para detecção e resposta automatizada a incidentes em endpoints.
- Monitoramento contínuo com dashboards em tempo real e relatórios para auditorias regulatórias.
- Migração e Operação Assistida
- Migração progressiva das políticas de segurança e rotas, realizada em janelas programadas fora do horário comercial, eliminando impactos nos serviços bancários.
- Testes de carga, simulação de ataques e validação de failover antes da entrada em produção.
- Transferência de conhecimento e treinamento prático da equipe interna, com foco em governança, resposta a incidentes e boas práticas de operação.
Results and Strategic Insights
A modernização da camada de segurança de rede e a implantação da nova arquitetura entregaram resultados expressivos, tanto operacionais quanto estratégicos, com impacto direto nos indicadores de negócio e compliance do Banco:
- Disponibilidade contínua de 99,99% nos serviços bancários, mesmo durante janelas de manutenção e atualizações, garantindo operações ininterruptas.
- Redução de 78% no volume de incidentes de segurança críticos detectados na borda de rede, graças à adoção de inspeção profunda de pacotes, IPS/IDS comportamental e controle de aplicações.
Strategic Insights
- A infraestrutura tornou-se escalável e preparada para novas demandas digitais, suportando o crescimento de aplicações de open banking, serviços em nuvem e integrações com fintechs.
- Conformidade total com as normas do Banco Central e LGPD, com registros detalhados, relatórios automatizados e visibilidade completa do tráfego e acessos.
- Redução de custos com incidentes e retrabalhos, melhorando a previsibilidade operacional e fortalecendo a governança de TI.
- A equipe interna passou a operar com maturidade de segurança nível corporativo, com autonomia para manter, expandir e evoluir as políticas implementadas.
Conclusion
O projeto realizado pela CS Global IT representou uma transformação estrutural na segurança de rede e governança tecnológica do Banco Luso, elevando seu ambiente ao padrão exigido pelo setor financeiro moderno.
A nova arquitetura, projetada sob princípios de Zero Trust, alta disponibilidade e automação de segurança, não apenas solucionou problemas legados, como criou uma base sólida para o crescimento digital da instituição. Com isso, o Banco passou a operar com resiliência cibernética, conformidade plena e escalabilidade, sustentando sua estratégia de expansão e inovação sem comprometer a segurança de seus serviços críticos.

